Em um discurso enfático na Câmara dos Deputados, o líder do Partido Liberal (PL), deputado Sóstenes Cavalcante, acusou o governo federal de repetir práticas de corrupção nos fundos de pensão, dando destaque à Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil. O parlamentar denunciou um déficit de R$ 14 bilhões e exigiu explicações das autoridades.
O deputado fez críticas contundentes ao que chamou de “Suprema Esquerda”, aludindo ao Partido dos Trabalhadores (PT) e seus aliados. Segundo ele, os mesmos atores envolvidos em escândalos passados estão se repetindo, mencionando casos de prejuízos nos fundos de pensão Postalis, Funcef e Petros. “O maior fundo de pensão da América Latina está sofrendo um rombo de R$ 14 bilhões, e o governo ainda não deu nenhuma explicação convincente”, declarou.
FISCALIZAÇÃO E PEDIDO DE CPI
Cavalcante enfatizou a responsabilidade do Parlamento na fiscalização do Executivo e alertou para possíveis desvios de recursos. Ele reiterou sua intenção de lutar por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as supostas irregularidades na Previ. “Quem mexeu no dinheiro da Previ precisa ser investigado e, se for culpado, pagará por isso. O tempo da impunidade no Brasil tem que acabar”, enfatizou.
O líder do PL criticou ainda as condições econômicas do país, destacando a inflação nos preços dos alimentos e sua repercussão na vida dos brasileiros. “Hoje, as pessoas não conseguem comer a picanha prometida nem tomar um cafezinho, porque um pacote de 500g de café já beira os R$ 40. Qual é o pobre que pode pagar isso?”, questionou.
EMBATES POLÍTICOS
No discurso, Sóstenes Cavalcante evitou citar diretamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo nome, referindo-se a ele como “descondenado” e “mandatário do Executivo”. Por outro lado, defendeu o ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmando que a esquerda o menciona constantemente por temor de sua influência. “De cada dez palavras que eles falam, cinco são ‘Bolsonaro’. Eu acho que o Bolsonaro está dando ibope demais para a Esquerda.”
O parlamentar concluiu reafirmando seu compromisso com a fiscalização das contas públicas e combate à corrupção. “Este governo tem que entender que hoje esta Casa tem parlamentares com altivez, que não vão se vender nem ser cooptados por esse sistema”, finalizou.